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Participe no Festival da Canção 2012!

Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011


Os candidatos deverão enviar a respetiva candidatura por e-mail:

PARA: festivaldacancao2012@rtp.pt

ASSUNTO: FESTIVAL DA CANÇÃO 2012

Elementos que devem constar na candidatura:
NOME COMPLETO
MORADA
DATA DE NASCIMENTO
CONTACTOS: TELEMÓVEL e E-MAIL


Para envio de CD’s :

RTP
Festival da Canção 2012
Av. Marechal Gomes da Costa, nº37
1849-030 Lisboa

Atenção: só serão aceites inscrições a quem tenha 18 ou mais anos.

Todo o regulamento disponível AQUI.

Fonte/Imagem: RTP

Tom Dice em entrevista

Sábado, 8 de Outubro de 2011


Por JanelaESC:

1. Você começou sua carreira no X-Factor, alcançando o segundo lugar. Conte-nos um pouco sobre sua experiência no programa.
Foi incrível começar minha carreira em uma competição como essa. Eu não tinha experiência alguma e essa foi uma ótima oportunidade para aprender várias coisas: como me movimentar pelo palco, interagir com a câmera, apresentação ao vivo...foi a oportunidade perfeita para aperfeiçoar meu talento!

2. "Me and my guitar" foi a sua canção no Eurovision. Você realmente está sempre com seu violão, perseguindo seus sonhos?
Mais ou menos… Não que eu durma com ela (bem, so às vezes), mas toda música que escrevo começa com meu violão e é meu sonho ter minha música escutada em diversos lugares, o máximo possível. Então, estou vivendo meu sonho agora apenas eu e o meu violão, mesmo tendo uma grande banda de apoio nos shows! Sem eles, eu provavelmente não seria tão bom quanto eu sou agora.

3. Sua música vai do pop acústico ao pop rock, mas como você se descreveria como artista?
Um compositor que gosta de combinar várias influências e ama fazer coisas novas, não ficar apenas em um único gênero.

4. Você alcançou o sexto lugar no Eurovision, a melhor posição da Bélgica em 7 anos. Conte-nos sobre essa experiência na competição e como você se sentiu com todo esse sucesso.
Para mim o sexto lugar foi melhor do que eu esperava...Embora eu ter participado para vencer a competição. Eu acho que havia uma chance de vencer o Eurovision, mas eu estou feliz de ter conseguido um resultado tão incrível, porque me abriu várias portas em diferentes continentes e países!

5. Seu dueto com a Elisa Tovati foi um hit não apenas na Bélgica, mas também na França. Como você se sentiu com toda essa atenção fora do seu país?
É maravilhoso! Eu realmente estou vivendo um sonho que eu tenho desde os 8 anos de idade. Isso me torna um cara muito mais feliz, que agarrará todas as oportunidades que aparecerão no caminho.

6. Seu primeiro album, “Teardrops”, foi lançado em 2010. Seu segundo álbum está perto de saír?
Sim, estou trabalhando nele agora! O segundo álbum sairá provavelmente perto de Março de 2012. Será um bem álbum diferente, mas continuará sendo Tom Dice! Vocês todos vão perceber muita influência da minha banda também.

7. Esse ano, você foi um dos jurados no Junior Eurosong. Como foi essa competição para você? Você acha que a Femke será uma boa representante para Bélgica em Yeravan?
A competição foi um pouco estranho, já que há pouco tempo eu fui um deles, então agora, estar do outro lado da mesa é bem diferente. Sim, eu acho que a Femke se sairá bem, ela é fofa, se apresentou muito bem e tem uma ótima voz! Então vamos torcer que ela faça seu melhor em Dezembro!

8. Você tem planos de voltar ao Eurovision no futuro?
Ainda não, talvez no futuro, se me chamarem novamente, mas agora eu estou focado no meu segundo álbum, fazendo-o do meu jeito. Eu tenho apenas 21 anos, então eu ainda posso competir quando tiver 25, ou até mesmo 60 ;-)

9. O que você conhece sobre o Brasil ou sobre nosso cenário musical?
Eu não conheço muito sobre o Brasil ainda, eu conheço o samba, claro, e eu sou um grande fã de futebol! Contudo meu conhecimento sobre o Brasil acaba aí... sua presidente visitou a Bélgica há poucos dias, justamente quando eu estava respondendo sua entrevista - uma coincidência um pouco engraçada. Eu gostaria muito de conhecer o Brasil e tocar para os meus fãs brasileiros algum dia.

10. Mande uma mensagem para os leitores do Janela ESC e para os fãs brasileiros do Eurovision.
Primeiramente, OBRIGADO, por escutar a minha música e ler esse artigo! Como eu disse anteriormente, eu espero conhecer todos vocês algum dia. Espero ter essa oportunidade em um futuro próximo, para tocar um grande show e dar a vocês a noite das suas vidas! Espero vê-los em breve, pessoal! Beijos, abraços e apertos de mão!

[CRÓNICA] Rumará o ESC no caminho certo?

Domingo, 11 de Setembro de 2011

De 2004 para cá, o Eurovision vem sofrendo uma série de mudanças - algumas inéditas, algumas releituras de regras antigas... - desde a introdução das semifinais, em 2004, para conseguir incorporar a grande quantidade de países interessados em participar do festival, até a janela de 15 minutos para a votação após as apresentações, que foi instituída em 2011. Com tantas mudanças, fica difícil dizer que o Eurovision está indo para o rumo certo, mas está buscando esse caminho incessantemente, pelo método de tentativa e erro.

Bandeiras de vários países participantes do ESC

De todas as mudanças que o festival sofreu, a que mais deu certo foi mesmo as semifinais. A oportunidade dada a artistas de mais de 40 países de pisarem em um palco de tamanha magnitude e de serem vistos por milhões de pessaos em todo o mundo. Apesar da invasão dos países do leste europeu e do block voting, o Eurovision ganhou em visibilidade e importância no cenário musical europeu (quiçá mundial). Realizar uma votação 50% júri e 50% público poderia dar muito certo também, desde que o júri fosse composto apenas por experts de música e de televisão, pessoas que realmente pudessem julgar fatores como presença de palco, trabalho de câmera, elementos da canção, performance vocal, utilização do palco, adequação de elementos do cenário e figurino com a canção, etc. Hoje em dia, isso não acontece, mas, a partir do momento que a votação for mais "justa" quanto a esses fatores, o ESC terá dado um grande passo rumo à perfeição.

A última apresentação do Mónaco no ESC foi em 2006, com Séverine Ferrer

Outras medidas menores deveriam ser levadas em conta: o fim do Big-5 (ex: a Espanha não leva o Eurovision a sério e tem sua vaga na final sem nenhum esforço, enquanto alguns países que foram bem na semifinal não tiveram a mesma sorte de chegar à final); a escolha do artista em utilizar banda ao vivo ou playback do instrumental (ex: talvez, se a banda Quartissímo tivesse tocado ao vivo, poderia ter chegado longe no Eurovision 2009); não ser possível que um artista represente novamente seu país num período de 5 anos (tal como Malta está fazendo no Eurosong); não medir esforços para trazer de volta países tradicionais (como Mônaco, Luxemburgo), novos porém ausentes (como Montenegro, República Tcheca, Andorra) e estreantes (como Lietchenstein, Kosovo, Líbano); propor facilidades ($$$) para que os países possam participar do Eurovision em tempos de crise; entre outras.

"Running Scared" é uma música certinha... mas não traz nada de original/novo

Além disso, mais importante do que mudar o formato do Eurovision em si é mudar o formato de seleção dos países concorrentes. As músicas estão cada vez mais iguais, como uma linha de produção. A falta de criatividade e de identidade das músicas vem sendo constante, tanto que a vencedora de 2011, apesar de ser "bonitinha" e bem produzida, era muito simples, comum, sem nenhuma criatividade - não trazia nada novo e marcante ao público. Faz falta mostrar a cultura dos países participantes em suas músicas, não necessariamente utilizar o idioma local, mas trazer ritmos, sons e instrumentos tradicionais ao festival.

Para que o Eurovision chegue ao caminho certo, não é preciso muita coisa, mas um esforço coletivo de todos os envolvidos. Também não é preciso tanto dinheiro assim, mas muito mais bom senso por parte da EBU e das emissoras que fazem parte dessa grande festa da música. Tudo é possível desde que todos assim queiram!

Por: Fabiana Silva, JanelaESC

[CRÓNICA] Rumará o ESC no caminho certo?

Sábado, 10 de Setembro de 2011

Começo já a responder à pergunta do título: rumará o ESC no caminho certo? Bem, no meu ver sim, mas precisa de alguns ajustes. O maior festival anual de música do mundo tem, obviamente, de se manter atualizado e na sequência de tal exigência, surgem claramente alguns opositores. Temas como o regresso da orquestra, o fim dos Big5 e a imagem que o ESC passa atualmente, são pontos que não deixarei passar ao lado da minha opinião!

Nos dias que correm (e fruto da incapacidade de se promover bem o certame), em Portugal a palavra ‘Eurovisão’ é muito alvo de chacota e faz lembrar sempre algo muito antigo. Noutros locais, ‘Eurovisão’ é sinónimo de modernidade e uma porta para o país se dar a conhecer ao mundo (bem, mas disto já eu falei noutra crónica), contudo não posso deixar de referir o potencial que o certame apresenta, porém os organizadores começam a dar demasiada importância àquilo que se vê em casa, deixando o espetáculo ao vivo para segundo plano. É certo que o ESC é um espetáculo de base televisiva, onde o que se procura é que quem assiste em casa fique impressionado. Não é que eu não concorde com isto, mas quem está no estádio (outro ponto que louvo é a utilização de estádios) por vezes fica sem saber muito bem o que ali se passa, parecendo muitas vezes que se está num teatro em que o que realmente importa é o que se passa no palco. Não! O ESC não é só isso! Em tempos já o foi mas eu gostava que o público presente na arena também fizesse parte do espetáculo televisivo, com mais planos que o incluíssem e uma luminosidade que fizesse notar que eles estão ali e que se está perante um momento de união e alegria que contagie quem lá está bem como quem assiste em casa (além de que isto acaba por dar um ar ainda mais grandioso ao ESC). Exemplos que me deixam muito satisfeito neste campo, são o ano de 2006 e o intervalo da final do ESC2010 (que com um orçamento bem mais baixo que o de 2011, no meu ver, acabou por ser algo bem superior, feito com mais carinho e originalidade e que resultou para quem lá estava e para quem estava em casa, já em 2011 as intenções presumo eu que não tenham dado certo, pois na televisão aquilo não me contagiou e, ao vivo, o espetáculo foi mediano). Então e o que dizer da revelação dos ensaios? Todos gostamos de ver mas o espetáculo em si acaba por perder a piada… Mostrar o que se passa nos ensaios é bom, mas deve haver uma contenção para que nem tudo cá fora venha parar.
Há agora que ter em conta a base orçamental do concurso. É tudo muito bonito mas se a EBU acabasse com os Big5, provavelmente não teria tantos recursos monetários, por isso tal questão é complexa, e embora eu defenda (a médio/longo prazo) o fim de tais privilégios, o mundo económico acaba por falar mais alto por isso mais vale jogar pelo seguro.

Já o regresso da orquestra é algo contra o qual me apresento. Embora o ESC esteja a passar por uma boa fase em que se deve investir e fazer algo cada vez mais original, o momento presente é ainda muito arriscado para voltar com algo que para a maioria só significa retrocesso e antiguidade. Como estudante de música, tenho consciência de que tocar com uma banda/orquestra por trás é algo único e muito bom, mas, lá está, para quem assiste ao vivo e dependendo das circunstâncias. Aquilo que se vê, por exemplo, em concertos da Madonna, é uma banda própria cuja apresentação também faz parte do espetáculo; ora, não estou nada a ver uma orquestra no ESC com elementos a dançar e a usar roupas que condizem com a de quem está em palco, além de que seria preciso um trabalho bem maior na imaginação do palco, para lá se poder integrar a orquestra, logo, como já disse, dado que ‘orquestra’ é atualmente visto como algo antiquado, não se deve fazer por trazê-la de volta ao ESC. Contudo já me demonstro a favor do facto dos instrumentos utilizados em palco serem de facto tocados ao vivo, para se acabar com os enganos que certas apresentações provocam nalgumas pessoas; já que querem levar para lá instrumentos, então toquem-nos a sério!

O ESC, dada a sua imensa história, não deve ser visto como um certame qualquer, mas sim como algo informal mas em parte chique, de modo a manter alguma tradição transposta para a modernidade atual e que vá ao encontro de algo único, a que só lá se possa assistir e que faça com que todos lá desejem estar ou então ver ansiosamente em casa.

Por: Eurico Alves, ESC Portugal

[CRÓNICA] As 5 piores representações so século XXI

Segunda-feira, 29 de Agosto de 2011

Nos últimos 12 anos o Eurovision foi o palco de várias mudanças. Do ano 2000 até os dias atuais, 15 países (13 países do Leste Europeu e 2 do Oeste - San Marino e Andorra) fizeram suas estréias, o que causou um grande impacto no festival. Desde então, dos 12 últimos países vencedores, 10 sagraram-se campeões pela primeira vez. As semifinais foram introduzidas, o método de votação mudou, as apresentações começaram a ser tornarem mais elaboradas e verdadeiros shows começaram a ser apresentados nos palcos eurovisivos. Contudo, entre as excelentes apresentações e memoráveis canções que ficarão marcadas na história do Eurovision, algumas cairam no esquecimento ou envergonharam nações inteiras por serem particularmente ruins. Entre aquelas que se destacam e fizeram todo um continente cantar junto, sempre houve espaço algum tema que não empolgou seja por sua apresentação, vocal, figurino ou por que ela é simplesmente ruim. O Janela ESC dedica esta crônica para falar das 5 piores canções deste século eurovisivo.

ESC2000 - Israel: PingPong com "Sameyakh"

Enquanto Olsen Brothers consagravam-se campeões do Eurovision, Israel brindou a Europa com uma das piores canções da história do Eurovision: PingPong com "Sameyakh". Apesar de ter terminado o festival em antepenúltimo lugar com 7 pontos (6 pontos da França, 1 ponto da Macedônia), a canção tem uma messagem política nobre (a música fala sobre um sírio que namora uma israelense, celebrando a paz entre os dois países), a canção é um péssimo pop que apesar de ser bem memorável, tem uma melodia pouco original e até um pouco desagradável. Israel havia vencido o festival há dois, com a lendária Dana International, mas acabou envergonhando sua nação em 2000 ao enviar um dos piores temas da década.

ESC2004 - Suíça: Pierro & The MusicStars com "Celebrate"
Em 2004, o Eurovision sofreu uma grande mudança em seu formato, usando pela primeira vez uma semi final televisionada que envolvia todos os participantes. Enquanto o país estreante Sérvia & Montenegro atravessou a semi final em primeiro lugar, um dos países mais tradicionais do festival, a Suíça, ficou em último lugar sem receber nenhum ponto. "Celebrate", interpretada por Pierro &The MusicStars, é uma canção pop que deu errado em diversos sentidos: péssima letra, má produção, apresentação desorganizada e medíocre. Pedir para bater palmas e se divertir talvez seja bom para um aniversário de criança, mas no Eurovision isso não dá certo.


ESC2008 - Estônia: Kreisiraadio com "Leto Svet"
Números de comédia se tornaram comuns no Eurovision e nas seleções nacionais no final dessa década. A Estônia enviou o Kreisiraadio, um grupo de comediantes famoso por apresentar um programa de TV local. Sua popularidade os fez vencer o Eurolaul e representar a Estônia no Eurovision de 2008, mas os europeus não acharam graça nesses comediantes. O tema apresentado, "Leto Svet", era uma composição caótica em uma apresentação extremamente bagunçada, ou seja, os estonianos esperavam ter sucesso através do ridículo. A Europa não comprou a idéia, e o país ficou em penúltimo lugar na semi final, com 7 pontos da Finlândia e 1 da Moldávia.


ESC2010 - Reino Unido: Josh com "That sounds good to me"
Os britânicos tem uma história de sucesso no Eurovision, ao todo arquivaram cinco vitórias. Entretanto, na última década, o Reino Unido se tornou uma presença frequente entre os últimos colocados. Em 2010, Josh foi escolhido para apresentar em Oslo "That sounds good to me", uma composição do famoso Pete Waterman. A canção recebeu duras críticas da mídia local, e era esperado não receber pontos de nenhum dos países concorrentes. Ao receber 4 pontos da Irlanda no início da votação, Graham Norton, comentarista britânico, respirou aliviado dizendo que o pior já havia passado, e, após a vitória alemã, disse ser essa uma lição a ser aprendida pelo Reino Unido. "That sounds good to me" é um tema pop mediocre e antiquado e associado a um vocalista sem carisma algum, o que resultou em um último lugar e ganhou uma posição entre as piores canções da década.

ESC2011 - Portugal: Homens da Luta com "A luta é alegria"
Portugal enviou uma das canções a receber mais comentários negativos no Eurovision desse ano. O tema, "A luta é alegria", encorajava o povo a lutar contra o sistema, mas com uma letra pouco criativa e um arranjo mal produzido, acompanhado por uma apresentação que não causava impacto algum. A ideia de protestar através da música não é nova, e por muitas vezes deu certo, mas não foi bem executada pelos portugueses. Os Homens da Luta venceram o Festival da Canção graças ao apoio do público, mas o que era tão engraçado e fazia o povo português se identificar não agradou a Europa. A intensão dos Homens da Luta era boa, mas a canção não, tendo deixado Portugal fora da final depois do país ter se classificado por três vezes consecutivas.

Por: Paulo Kranz, JanelaESC

[CRÓNICA] As 5 piores representações do século XXI

Sábado, 27 de Agosto de 2011

Vamos lá então a estes 5 tesourinhos deprimentes do século XXI!
Antes de começar há que ter em conta o respeito pela canções e pelos intérpretes mas
impõe-se uma questão: queriam ganhar com isto?! Já agora, espero que percebam parte dos comentários reduzidos, é que se tratam de representações tão tão… Enfim, vejam lá e digam-se se têm palavras para descrever!

Começando por ordem cronológica, rumamos até Israel no ano 2000:

Poder vocal: quase nulo. Prestação em palco: demasiado excêntrica, acabando por se tornar numa bela figura triste! Enfim é ver para crer…

Mas o ano 2000 tem ainda mais uma presença neste top. Lembram-se da Macedónia?

Se calhar na altura as pessoas até eram capazes de achar graça, mas agora faz me rir tanto e ao mesmo tempo perceber o quanto a mente humana e as modas evoluíram! Parecem as amiguinhas forever!!!

No ano 2001 não posso escolher apenas uma canção má, dado que a maioria esteve bem abaixo do aceitável, sendo este para mim o pior ano do ESC no século XXI, em termos de canções e até mesmo do espetáculo em si, começando no palco e acabando na iluminação, salvando-se apenas o grandioso espaço que acolheu o evento.
Bem, como nenhuma se destacou propriamente, vamos então até 2002:

Percebo a intenção de levar algo divertido e original, mas não era preciso exagerar. Canção até que aceitável no início mas depois perde-se; mais um momento digno do “no comments” da Euronews!

Terão certamente bem presente na memória a Estónia em 2008!

Sem palavras… Memorável (negativamente)! O que vale é que a Estónia se redimiu logo no ano a seguir, um dos países que mais aposta em 8’s ou 80’s.

Para finalizar, não tenho que avançar muito no tempo e fico já na primeira semi-final do ESC2009:

OMG… Mau, péssimo, deprimente!

Por: Eurico Alves, ESC Portugal

[CRÓNICA] Qual deveria ser a caminhada de Portugal até ao ESC2012?

Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011

Portugal deve ir ou não ao ESC2012? Qual a caminhada que deve fazer até lá?
A primeira questão proposta não deveria ser tão difícil de responder: SIM! Portugal deve ir ao ESC 2012 e mostrar todo o potencial que tem para a música. Nos últimos 6 anos, Portugal vem colecionando uma boa série de resultados, desde a quase classificação de Sabrina em 2007, passando pelo segundo lugar na semifinal de 2008, com Vânia Fernandes (foto), o melhor desempenho do país desde que as semifinais foram instauradas.

O Festival da Canção teve suas polêmicas (lembram-se do caso Catarina Pereira?), mas vinha sendo efetivo para escolher o representante português para o Eurovision. Porém, mesmo com grandes performances, 2011 foi mais que atípico, quando o público protestar contra a situação do país e decidiu mandar a Düsseldorf uma dupla de humoristas. Desde então, uma discussão veio com mais força que antes: até que ponto o FC é justo?

Creio que o FC deveria continuar como seleção, mas com um novo formato, similar ao Dansk Melodi Grand Prix: apenas um dia de show, com 10 finalistas - 7 escolhidos através das canções enviadas e 3 artistas convidados. A votação online deveria ser abolida, pois o risco de fraudes é muito grande e a última coisa que Portugal precisa no momento é um representante que não faça jus ao que eles podem oferecer musicalmente. Sangue novo na lista de compositores escolhidos/convidados seria fantástico, desde que esses tenham uma visão mais internacional e contemporânea do cenário musical e que realmente estejam focados no sucesso internacional de seus temas.
A duração do show deveria ser menor, apenas apresentar as 10 músicas, abrir as linhas para +/- 20 minutos de votos, mais um tempo de apuração e a apresentação dos votos. Aliás, a votação também deveria ser completamente diferente - a divisão continuaria 50% público, 50% júri, mas seria bom trocar o júri regional (foto) por um júri de verdadeiros experts em música, principalmente que tenham visão internacional. Apenas 5 pessoas são suficientes para darem seus votos e não é necessário que cada um dê seus votos. Isso evitaria polêmicas com "apicultores" votando no maior festival musical do país.


Quanto à emissora que vai realizar o festival, acho que uma troca seria interessante no momento. Novos ares, novas ideias, novas pessaos... tudo sopraria a favor dos portugueses, que precisam de algo diferente e inovador para conseguir uma ótima posição em Baku. A RTP parece ter uma mentalidade muito antiquada perante ao Eurovision, ainda muito fechada ao mercado nacional, quando deveria pensar em coisas mais internacionais, sem perder sua identidade lusitana. Para fazer sucesso no Eurovision, a canção deve ser "vendida" a todos os países participantes. A abertura do idioma inglês na seleção poderia funcionar muito bem.
Escolha interna seria uma opção caso tudo o que foi citado nos paragrafos de cima não tenha nenhuma chance de se encaixar no orçamento. Um artista jovem e de grande potencial (que saiba cantar, interpretar e tenha carisma - Rui Andrade? Catarina Pereira (foto)?) com uma canção moderna e bem animada deixaria os fãs portugueses e europeus muito felizes com a escolha. Nesse caso, não seria necessária a realização de uma final nacional muito trabalhosa. Talvez, um pequeno programa para apresentação de três ou quatro canções, uma votação online e por SMS durante uma ou duas semanas e outro pequeno programa para a apresentação da vencedora seria suficiente.

Enfim, a emissora que for responsável pelo evento (seja a RTP ou alguma outra) não precisa fazer um super show, praticamente um Melodifestivalen, para escolher o presentante de Portugal no Eurovision. Eles tem que priorizar a qualidade das músicas, que é o que realmente importa no momento.

Por: Fabiana Silva, Janela ESC

[CRÓNICA] Como deveria ser a caminhada de Portugal até ao ESC2012?

Sábado, 20 de Agosto de 2011


Portugal deve ir ou não ao ESC2012?Qual a caminhada que deve fazer até lá?
Tendo em conta o atual estado económico português, a privatização confirmada da RTP (que até ao momento já teve 24 milhões de euros em lucros neste ano, mas todos sabemos que todo o dinheiro parece pouco para que esta crise, nomeadamente no setor público se resolva) e até mesmo a reputação do certame neste momento pelas terras de Camões, sou capaz de arriscar que pela segunda vez neste século Portugal não irá ao ESC mas (e como tudo tem um ‘mas’), como não há ambição para vingar lá fora e como isto já está tão entranhado nas células (pelo menos daqueles que só querem conhecer uma cidade nova todos os anos), acabo por contrariar o ‘não’ que já referi, encontrando-me mesmo muito dividido e sem qualquer expectativa sobre se vamos ou não a Baku.

Sou da opinião de que se devia parar um ano (não fazer FC nem participar no ESC), para depois voltar com tudo mais bem pensado (e de preferência noutra estação).

E ora aí está, outra estação! É óbvio que sou a favor da deslocação do ESC e todo o ambiente envolvente para uma das estações privadas (preferencialmente para SIC por ser o canal que mais experiência tem na organização de concursos de talentos e transmissão de grandes festivais, além de ser o canal que mais impacto parece ter atualmente). Este é sem dúvida o momento ideal para a desassociação do ESC da RTP sendo uma saída fácil de encargos anuais que o nosso esperançoso governo tem de cortar. Querem uma solução? Cá está ela! Basta agora que alguma privada o queira e acredito que quererá certamente. Sabemos que a RTP será privada, mas sabe-se lá o que os futuros donos desejam por isso mais vale jogar pelo seguro!
Independentemente da estação que nos leve ao próximo ESC, não apoio a organização de mais um FC, atualmente manchado e já desacreditado por parte dos artistas conhecidos atuais que sabem que o que ali conta não é só a música e o talento, além de que teríamos certamente uma avalanche de músicas de protesto no próximo processo de seleção português. O modelo do FC2010 era perfeito, a seu tempo claro (como sempre defendi), já o de 2011, não sendo mau de todo, não teve projeção e dava até sono ao ver, sem grandes planos, camaras estáticas, etc...

Posto isto, a escolha interna de um(a) cantor(a), dando ao público o poder de escolher entre 3 ou 4 músicas era o melhor a ser feito, isto (obviamente) se houver ambição de ir além de um honroso top15, caso contrário mais vale não haver nada. Nesta fase o único pensamento devia ser GANHAR (quase 50 anos com estes resultados é uma vergonha) e apenas as estações privadas portuguesas tal podem ambicionar, porque lá nada é feito sem pensar nos lucros e, embora a ida ao ESC possa ser dispendiosa, a fama dada à estação e projeção posteriores seriam o tal lucro, além de que saberiam promover muito bem o certame (algo que a RTP não sabe, e não sou só eu que o digo, até apresentadores da casa como Nicolau Breyner têm a mesma opinião).

Resta saber o que aí vem. Enquanto há vida há esperança!

Por: Eurico Alves, ESC Portugal

[CRÓNICA] O que é que devia voltar ao ESC?

Domingo, 14 de Agosto de 2011

Depois de mais de 50 anos, o que faz falta no Eurovision?

O Eurovision conseguiu perpetuar uma tradição na Europa durante mais de 50 anos. Apesar de muitas perdas durante essas cinco décadas, os ganhos foram muito maiores, e de um tímido início com apenas sete participantes o Eurovision passou a reunir quase todas as nações européias, tendo uma média de 40 concorrentes. O festival conseguiu sobreviver até o dias de hoje principalmente pelas mudanças efetuadas com o passar dos anos, visando ajustar seu formato à modernidade e às mudanças culturais do continente. Mas será que todas essas mudanças foram boas, ou existe algo que faz falta no Eurovision?

O Eurovision de 1999, realizado em Jerusalém, Israel, foi o primeiro da história a não ter uma orquestra. A Suécia foi o país vencedor da edição, com a cantora Charlotte Nilsson e o tema "Take me to your heaven".


A partir de 1999, a orquestra, que acompanhou o festival desde sua fundação, foi deixou de ser utilizada. Acredito que retirar a orquestra, que além de ter um custo relativamente alto contribuía para que o Eurovision fosse visto pelas novas gerações como algo antiquado, foi uma das melhores ideias dos organizadores. Entretanto, discordo completamente da regra que impede que instrumentos sejam tocado ao vivo no festival.

Mesmo fazendo uma solicitação formal, não foi permitido ao Quartissimo tocar seus instrumentos ao vivo. O grupo não conseguiu levar a Eslovênia para a final, acabando na 16ª posição na segunda semi final com apenas 14 pontos.


Em 2009, a Eslovênia foi representada pelo Quartissimo, um quarteto de cordas, que poderia ter se beneficiado bastante caso pudesse ter tocado seus instrumentos ao vivo. Trata-se de uma competição musical, e os artistas devem ter mais liberdade. De fato, a orquestra não faz mais parte do estilo do Eurovision na atualidade, mas a EBU deve considerar permitir que o uso de instrumentos ao vivo seja optativo.

Lara Fabian representou Luxemburgo em 1988, conseguindo a 4ª colocação, sendo a última representante do país a alcançar o Top 10. Cinco anos depois, Luxemburgo abandonou o Eurovision.


Por questões diversas, vários países já se retiraram do Eurovision, alguns retornando em pouco tempo, depois de décadas, ou nunca mais. Entre aqueles que parecem ter abandonado o festival definitivamente estão Marrocos e Luxemburgo. Marrocos teve uma passagem breve, tendo participado apenas em 1980, mas Luxemburgo foi um dos países fundadores do evento e arquivou um total de cinco vitórias, até se retirar em 1995. Entre suas contribuições está a lendária Lara Fabian, que arquivou a quarta colocação para o país em 1988, e atualmente é uma grande estrela internacional. Sem dúvida alguma o Eurovision se beneficiaria bastante, musicalmente falando, com o retorno do luxemburgueses.

A República Tcheca estreiou do Eurovision em 2007, e depois de três participações com baixos resultados deixou a competição. Seu último representante foi o grupo Gipsy.cz, que acabou em último lugar na primeira semi final, não recebendo votos de nenhum dos países.


Além de Luxemburgo, países como Montenegro, República Tcheca, Andorra, e Mônaco, fazem falta ao festival. Mesmo não tendo arquivado grandes resultados ou enviado grandes artistas no últimos anos, acredito que todos os países, até mesmo os menores, tem potencial para enviar ótimas canções e revelar grandes artistas, contribuindo assim para o aumento da qualidade musical no Eurovision. Mas apesar de tudo, vejo o Eurovision em um caminho de sucesso, o que consequentemente deverá agregar mais países, mas para conseguir firmar-se como um grande festival musical, a utilização de instrumentos ao vivo é uma grande necessidade.


Por: Sanio Silva, JanelaESC

[CRÓNICA] O que devia voltar ao ESC?

Sábado, 13 de Agosto de 2011

O que é que faz falta ao ESC?!
Bem, como tudo na vida há aspectos positivos e outros negativos. O certame tem crescido imenso nos últimos tempos, estamos agora na fase dos estádios, uma prova evidente do crescimento do ESC mas, por cá, infelizmente só os mais atentos como nós, os fãs, é que notamos tal crescimento. O regresso da orquestra é algo que eu não apoio, de todo, jamais orquestra!


O ESC precisa de modernidade e o retorno da orquestra era um retrocesso, sinal de antiguidade e não sei até que ponto não afastaria o público. Com espetáculo atual do ESC, de uma forte componente televisiva em que se espera surpreender cada vez mais e avançar na tecnologia utilizada, a utilização da orquestra traria novos encargos no que toca à formação do palco e até mesmo do espaço.

Outro aspecto de que muito se fala é também a participação de países como Marrocos, etc… E qual é a minha opinião?! SIM! Sejam bem-vindas novas culturas que sirvam para espalhar ainda mais a fama do concurso.

Luxemburgo, Mónaco, Liechtenstein e Kosovo são já nações europeias que deviam participar, contudo sem grandes resultados prováveis, mas deviam arriscar e aumentar o número de participações e, sob um ponto de vista de interesse, seria ótimo para Portugal dado a diáspora presente, que ajuda é certo, mas sem uma boa música não serão os emigrantes que nos salvarão. Estou contente por ver que de facto a qualidade na escolha dos finalistas e até mesmo do vencedor tem sido imperativa, dando fim à vitória dos países com mais vizinhos. O ESC é um festival em que as rivalidades políticas estão a ser postas de parte por isso acho que não fazem sentido as ameaças de retiradas se tal país participar. Se querem provar que são superiores então provai-o em palco!

Por: Nuno Carrilho
 

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