Intérprete(s): Janeiro
Tema: (sem título)



Adão Nogueira - Uma composição de outro nível, em que deixa a interpretação do Janeiro vir ao de cima criando um momento íntimo e nostálgico, até um pouco demais, podendo  fazer o espectador perder o interesse principalmente quando ouvida pela primeira vez. Podendo ser comparado ao Salvador (infelizmente), uma prestação que mais uma vez demonstra que em Portugal há bons novos compositores.

8 pontos

Cátia Azevedo - Destas 13 foi a única que me prendeu do primeiro ao último segundo. O minimalismo foi uma grande e inteligente aposta para fazer sobressair ainda mais o tema e assim arrebatar o júri. Pena o televoto não ter estado no mesmo comprimento de onda.

12 pontos

Fabiana Silva - Janeiro é uma continuação do legado de Salvador Sobral, tanto pelo timbre de voz quanto pela atitude "não estou me importando com nada ao meu redor, serei eu mesmo e cantarei o que eu quiser". É justamente isso que gosto nele, essa singularidade e essa coragem de se manter fiel ao seu caráter. Já o que me atrai em "(sem título)" é o minimalismo, a prova de que é possível fazer uma grande canção com muito pouco. Ela é totalmente orgânica.  Fico triste que o público português não a tenha colocado em uma melhor posição, mas vamos lembrar que não se pode votar por seu próprio país e que há uma boa quantidade de estrangeiros elogiando o rapaz e sua apresentação.

10 pontos

Francisco Branco - Há quem diga que estamos perante um Salvador 2.0. Não poderia estar mais em desacordo. Sim, é uma música calma, mas o estilo é completamente diferente. Adoro o ambiente intimista criado pelo Janeiro e a composição tão simples, mas simultaneamente tão tocante. Sinceramente não compreendo como obteve apenas 4 pontos por parte da votação do público e acredito que na final irá conquistar mais espectadores. A julgar pelo número de visualizações no YouTube é um dos grandes candidatos a representar Portugal. Eu não me importava nada. Dizem que normalmente no ESC uma canção que seja 'parecida' à vencedora do ano anterior já não ganha. Para mim hoje tudo é imprevisível e possível!

12 pontos

Gonçalo Vieira - A vertente alternativa da música portuguesa ficou aqui mais uma vez presente com esta aposta do Janeiro. Escolhido por Salvador Sobral, o compositor escolheu a si próprio como interprete da canção e posso dizer que foi uma escolha mais do que acertada. O início de "(sem título)" faz lembrar uma canção do antigamente do Sting, não esquecendo aquele ambiente nostálgico inerente às canções do artista britânico. A voz, por si mesma, enquadra-se num registo calmo e a opção de apresentação em palco ainda tornou tudo mais acústico. Tudo parecia feito na hora para uma pequena plateia, que se pretendia estar deliciada. 

12 pontos

Hugo Sepúlveda - Se "(sem título)" se destacou bastante, isso não se reflectiu na votação do televoto. Ainda assim, Janeiro e "(sem título)" conseguiram uma actuação sublime, intimista e que mesmo parecendo demasiado simples ao início, acaba por prender a atenção e agarrar-nos. Foi uma das letras que mais me chamou a atenção, soa bastante “poético”, fluido e sem recorrer a clichés e chavões óbvios. O facto de o compararem (demasiado) ao Salvador pode prejudicar Janeiro, mas espero que até à final consigam prestar mais atenção música e performance em si, do que a outros detalhes que não têm tanta importância.

10 pontos

João Diogo - Parece-me que a história não se repetirá e o jovem irreverente, que só quer cantar, ser si próprio e não se preocupa com o que o rodeia, não voltará a vencer o Festival da Canção. Mas isso não será um problema para Janeiro e nós, o público, só temos de lhe agradecer por ter trazido esta grande canção do Festival da Canção. "(sem título)" é uma balada lindíssima, com um instrumental muito interessante que inclui o som da chuva e de sirenes, e com uma apresentação em palco a condizer. Não me importaria nada se vencesse no dia 4 de março.

10 pontos

João Duarte - Desde que foram revelados os quarenta se cinco segundos iniciais de cada canção que a proposta do Janeiro era para mim, de longe, a melhor da primeira semifinal. Não me dececionou nem um pouco, antes pelo contrário fiquei ainda mais surpreendido. De uma forma simples e intimista esta proposta conseguiu marcar a diferença das restantes e sem dúvida que me chegou ao coração. Durante aqueles três minutos foi impossível deixar de olhar para ele e de ouvir todas as palavras que ia dizendo, tendo chegado ao fim quase com uma lágrima no olho. Simples acordes de guitarra e uma voz agradável podem fazer maravilhas. Estou ansioso pela atuação na final onde vai sem dúvida lutar pelos lugares cimeiros da tabela classificativa.

12 pontos

Nelson Costa - “Imagens e melodias valem mais do que mil palavras” seria uma boa expressão para apresentar “(sem título)”, a canção de autoria e interpretação de Janeiro. Uma canção cantada em jeito de conversa muito bem direcionada, uma canção de amor simples, intimista e despretensiosa mas que consegue ser tocante ao seu jeito. Janeiro estudou, também, ao milímetro a sua presença em palco, cativando o espectador pela diferença. Gostaria de ver, contudo, um outro arranjo na segunda metade da canção para que esta se possa alargar a um público mais abrangente. Por fim, uma palavra especial para o “culpado” pela participação de Janeiro neste Festival da Canção: Salvador Sobral. Apesar de ambos os intérpretes serem defensores da mesma linha melódica, penso que “(sem título)” não tem rigorosamente nada a ver com “Amar pelos dois” ao contrário do que alguns afirmam. 

8 pontos

Nuno Carrilho - Provavelmente, era a minha favorita até chegar a casa e ouvir novamente todas as canções... "(sem título)" é daquelas canções que encantam à primeira audição, mas que depois... sabe a pouco. Tem um instrumental bastante simples mas extremamente bem conseguido e uma letra bastante marcante... mas falta-lhe algo para que consiga o que "Amar Pelos Dois" conseguiu. Deve ser uma das melhores classificadas da Final, mas não a escolheria para Lisboa...

7 pontos

Nuno Reis Conceição - A música é muito simples embora apelativa. A letra é pouco complexa e muito repetitiva. A interpretação é minimalista. A faceta “anti-vedeta” já foi sobejamente explorada o ano passado pelo Salvador Sobral e esta canção não chega aos calcanhares de “Amar Pelos Dois”… Posto isto, 5 pontos e arredada da “minha” final.

5 pontos

Patrícia Gargaté - Esta canção conseguiu cativar-me de uma forma especial e sem dúvida que se destaca no meio das outras pela sua pureza e força. O Janeiro conseguiu dar a interpretação correta para uma melodia tão subtil e um poema belíssimo. Já falei que o poema é fantástico mesmo? Sem dúvida a minha favorita da noite.

12 pontos

Pedro Coelho - Janeiro é displicente. Não se esforçou por dar um título à música. Por montar uma cenografia. Lembrou-nos de como podemos ser felizes, numa praça cheia ou numa praia deserta, com um amplificador e uma guitarra que nos toquem o coração. É mais uma música de amor, daquelas que se instala no ouvido e vai ficando por aí, até nos aquecer a alma. As comparações com o Salvador são muitas, mas acho que só podem ser feitas no minimalismo e na simplicidade. Sobral era um amor não correspondido de um rebelde sem causa, algures nos anos 50. Janeiro é um 90's kid, hipster só na dose suficiente para uma serenata com estilo.

12 pontos

Pedro Fernandes - É impossível fugir à comparação com Salvador Sobral. Janeiro emana Salvador vibes do princípio ao fim, pois são estilos de interpretação muito semelhantes e, pelos vistos, são ambos igualmente livres de filtros. Contudo, esta canção tem duas grandes desvantagens em relação a Amar Pelos Dois, não deixa o instrumental “respirar” e… não tem um arranjo de Luís Figueiredo. Estou satisfeito com a qualificação para a Final, pois é merecida, mas o cenário de vitória, para mim, parece-me um tiro no pé. A ver vamos em Guimarães.

10 pontos

Total: 140 pontos


Atenção: Os textos da Fabiana Silva encontram-se em português do Brasil dada a origem da comentadora.

2 comentário(s):

  1. Fraca a todos os níveis: vocal-interpretativo, composição/arranjos (do mais pobre... Isto de introduzir sons ambientais, está bem está! É de uma dificuldade tremenda!), riqueza melódica medíocre... Um minimalismo perto do "nada". Pois, prefiro o silêncio.

    Testem lá esses 10 e 12 pontos à luz dos critérios de um júri (pontuando cada critério) e esqueçam lá a boa onda e a simpatia que o rapaz possa passar. Não chegam nem a 6 pontos na média final.

    O mesmo devia ter sido feito na semifinal pelo júri, justificando cada item de valoração, que aliás devia ser do conhecimento público ao detalhe, como acontece nos desportos que implicam valoração.

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  2. ESC Juries are asked to focus their vote on 4 main sets of criteria: (1-10)
    Vocal capacity of the artist(s): 5
    Performance on stage: 6
    Composition 6 | Instrumental arrangement 3 | originality 7 >>>>>>> 5
    Overall impression of the act: 6

    5,5 /10........................... O ESC que tente ser mais rigoroso nos seus "Olhares".

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