Intérprete(s): José Cid
Tema: O Som da Guitarra é a Alma De Um Povo



Adão Nogueira - Nada mais nada menos que uma canção à Cid. Uma música que fala de Portugal mas que acaba por não dar mais nada além do que as suas músicas davam há 20 anos. A sua voz já não é o que era mas, mesmo assim, com uma atuação expetável.

2 pontos

Cátia Azevedo - Penso que não estarei a ser demasiado ‘hater’ se afirmar que as expectativas gerais quanto ao excelentíssimo Cid estavam longe de ser as melhores. No entanto, melodicamente tenho de confessar que esperava algo bem piorzinho do que aquilo que ouvi. A letra sinceramente dispenso. Auto-promoção patriótica em pleno 2018 é super descontextualizado.

1 ponto

Fabiana Silva - Vendo José Cid com uma música tão, digamos, séria, bate-me uma saudade do macaco que gosta de banana e das favas com chouriço. Brincadeiras à parte, sua voz é inconfundível e é muito gostoso ouvi-lo, pois conseguimos sentir a paixão que ele tem por estar no palco, por transmitir sua verdade através da música. Sobre a canção, ainda que sua melodia não seja ideal para o intuito do festival (chegar à Eurovisão), a construção da letra é um grande destaque e uma belíssima homenagem ao povo português. E por ele ter citado o Brasil, eu acabei aumentando um pouco sua nota.

2 pontos

Francisco Branco - Um dos grandes nomes da história do festival regressa para nos trazer os sons tradicionais a que nos habituámos a ouvir. Sim, isto é Portugal. E sim, não podemos esquecer o passado e a nossa identidade. Mas não teremos que nos atualizar e conseguir combinar as raízes da tradição com a modernidade dos nossos tempos? Achei esta composição um pouco datada. Ainda assim, não posso dizer que não gosto de ouvir estes sons tão tipicamente portugueses. Na verdade, confesso que tenho uma perdição por eles (não é por acaso que “Todas as ruas do amor” e “Se eu te pudesse abraçar” estão entre as minhas canções favoritas de sempre!). Ainda assim não passou à final para grande surpresa minha (pensei que o júri levasse o José Cid a Guimarães).

5 pontos

Gonçalo Vieira - José Cid a ser José Cid. A partir do momento em que o compositor foi  anunciado como interprete do seu próprio tema, as expectativas ficaram abaixo da linha de água. Assim se verificou no último domingo. Arranjo datado, letra muito cliché e já "batida" por diversas vezes, tudo funcionou em prol de ser um fracasso. Entendo que a RTP queira trazer antigos valores para o renovado Festival, mas há que ter a noção que já não há condições para isso.

2 pontos

Hugo Sepúlveda - Honestamente, sempre pensei que José Cid ia conseguir ser finalista, mas ainda bem que não o é. Não percebo a pontuação alta que obteve no televoto também. Analisando a sua proposta neste festival, 'O Som da Guitarra é a Alma de um Povo' reúne todas as palavras que aparecem num brainstorming de Portugal numa só canção, o que acaba por se tornar num grande cliché enquanto letra e conteúdo, que nada acrescenta ou surpreende. O instrumental, apesar de se destacar um pouco das baladas e minimalismos restantes, soa-me bastante “datado” em certo ponto, ficando-se pelas sonoridades que já estamos habituados. Talvez ter vindo a seguir a Janeiro não tenha trazido um grande benefício neste contexto. A nível de interpretação, José Cid até fez o que pode, mas nem assim chegou.

3 pontos

João Diogo - José Cid tem no seu reportório imensas canções que todos os portugueses sabem de cor e salteado. É ainda responsável por uma das melhores participações portuguesas de sempre na Eurovisão. Mas está claramente fora do seu tempo. "O Som da Guitarra é a Alma de Um Povo" ficou demasiado preso a um tema completamente ultrapassado e a própria melodia não faz jus ao que já ouvimos de Cid anteriormente. Na minha opinião ficou bem de fora da final de Guimarães.

2 pontos

João Duarte - Se a ideia da RTP seria renovar o festival e transformá-lo em algo mais apelativo à sociedade em geral, muito sinceramente não entendo o que é que pessoas como José Cid continuam lá a fazer. Tiveram o seu tempo, foram bons nessa altura e agora deveriam simplesmente dar lugar a outros. Quanto à canção não tenho muito a dizer, um titulo horrível que cheira mais a mofo que a minha cave que se encontra fechada 365 dias ano, uma letra muito mal conseguida cheia de trocadilhos e referências completamente ultrapassadas, e como se não bastasse, uma atuação e um cenário de palco super antiquados.

1 ponto

Nelson Costa - Um monstro do palco e a energia contagiante do septuagenário músico e intérprete José Cid ainda fez sentido no Festival da Canção. A canção, contudo, sem desprimor para a sua qualidade, poderia estar incluída num álbum de José Cid dos anos 70 ou 80, requerendo uma maior abertura a sons e conceitos mais contemporâneos. 

5 pontos

Nuno Carrilho - Comecemos pelo princípio: o José Cid é um dos meus artistas nacionais favoritos e um caso raro na história da nossa música. Contudo, apesar de ter ficado bastante entusiasmado com a sua participação enquanto compositor, e depois como intérprete... coiso. "O Som da Guitarra É a Alma de Um Povo" é um pau de dois gumes: tem um instrumental riquíssimo e completo, marcado pelo recurso a sons étnicos e a instrumentos tão portugueses, mas por outro lado tem uma letra... pronto. A nível de interpretação, José Cid esteve irrepreensível, mas sejamos sinceros: seria injusto estar entre o lote dos finalistas. Esperemos pela 17.ª participação do Tio Cid.

6 pontos

Nuno Reis Conceição - Uma melodia muito rica, com junção harmoniosa de instrumentos clássicos e tradicionais; a letra está bem construída e é igualmente rica. Quanto à interpretação, temos um José Cid igual a si mesmo, bastante expressivo. Contudo, não foi das propostas que mais me convenceu… 6 pontos e fora dos meus finalistas.

6 pontos

Patrícia Gargaté - O facto do José Cid não ter passado à final não me choca, as suas composições não são adequadas ao formato do Festival da Canção que temos hoje. Quanto ao tema em si, infelizmente acaba por soar a algo que o Cid já fez antes, o pior é o facto do próprio compositor não se aperceber disso. Ai saudades '10 000 Anos Depois Entre Vénus e Marte'... Não consigo ultrapassar esta fase do José Cid. 

4 pontos

Pedro Coelho - José Cid auto plagiou-se. Os primeiros acordes já nos são conhecidos, a letra também. Fala de um Portugal que é um mito, a boa potência colonizadora. Nos anos 80 perdoámos tudo aos Da Vinci, aquele crescendo e aquela imponência faziam-nos acreditar nesse país épico e vitorioso. Hoje, cantado por Cid, este Portugal soa ao que verdadeiramente é: anacrónico, ultrapassado. Juntaram-se a guitarra de Lisboa e de Coimbra para um exercício de hagiografia vã, de um culto a si próprio que José Cid teima em não reconhecer que lhe fica mal. Quem é grande não precisa de se pôr em bicos de pés.

1 ponto

Pedro Fernandes - Gosto muito do José Cid pelo artista e compositor que é e por tudo o que ele já deu à música portuguesa, mas espalhou-se ao comprido nesta canção. É uma canção à Cid, sem dúvida, mas é tão cliché que dói… Tocar na história, no fado, no mar e em Abril… enfim… já ouvimos isso mil oitocentas e trinta e quatro vezes. Podia ter apostado em algo mais neutro, em baladas de amor que tão bem faz… estou-me a lembrar agora do tema Mais Um Dia, que é relativamente recente e é brilhante. Tenho pena porque admiro imenso este artista, mas isto foi um regresso fraco ao Festival da Canção.

4 pontos

Total: 44 pontos


Atenção: Os textos da Fabiana Silva encontram-se em português do Brasil dada a origem da comentadora.

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