Intérprete(s): Peu Madureira
Tema: Só Por Ela



Adão Nogueira - Esta canção suscitou-me logo interesse mal a RTP divulgou os excertos, pois um fado como este encaixa sempre bem no festival. Uma letra magnífica com uma voz que se lhe faz jus. Quanto ao instrumental nada exagerado deixa a voz de Peu Madureira distinguir-se e tomar conta da canção e deixar-nos levar consigo nestes três belos minutos. A única coisa que a poderá melhorar é a presença do intérprete no palco.

12 pontos

Cátia Azevedo - Contrariamente a uma grande parte das pessoas, gosto bastante desta aposta. Acho que Diogo Clemente soube explorar muito bem o potencial do Peu ao compor algo que não é exatamente a praia do intérprete.

8 pontos

Fabiana Silva - Peu foi o favorito do público português e eu consigo entender o motivo. Depois da vitória de Salvador Sobral, por que não repetir a dose, dessa vez com um cantor com mais potência vocal e com um toque de fado? "Só Por Ela" foi a interpretação mais emotiva da noite - emocionou-me também - e sua orquestração é maravilhosa, com os violinos e com a viola. Gosto muito do contraste entre a suavidade da melodia e a força da voz de Peu, assim como gosto da afinação e da maneira como ele consegue transmitir seus sentimentos através da letra e da entonação. O que me preocupa, no entanto, é que ele passa muito tempo com os olhos fechados, sem fazer contato visual com o público e, principalmente com as câmeras.

8 pontos

Francisco Branco - Esta participação deixa-me numa ambiguidade de sentimentos. Sem dúvida que é uma música muito bonita, com os típicos acordes portugueses que conquistam qualquer ouvido. Também gosto muito da voz do Peu Madureira, ainda que em palco deva melhorar a sua postura. Considero a estrutura da composição bastante semelhante à de “Amar pelos Dois”. Venceu esta semi-final e poderá fazer “estragos” em Guimarães. É uma das grandes favoritas a representar o nosso país, e acho que não ficaria nada envergonhado. É uma música bem portuguesa. Mas não estou totalmente convencido de que conseguiria conquistar o público europeu.

10 pontos

Gonçalo Vieira - Chegou a altura da canção vencedora da noite! Conhecendo o reportório do compositor, estava à espera de algo diferente. Talvez por isso, não tenha a mesma opinião que a maioria dos votantes teve no último domingo. Ainda que reconheça qualidade ao tema e na interpretação com um toque de fado do Peu, creio que a canção não consegue chegar ao nível que uma grande balada se enquadra.  Desta forma, espero ouvir a versão em estúdio para conseguir obter uma posição mais clara.

7 pontos

Hugo Sepúlveda - Não contestando a qualidade do intérprete e da canção em si, ainda não percebi muito bem o favoritismo que foi e é atribuído a 'Só Por Ela'. É cantada com sentimento e Peu Madureira tem uma grande voz, resultando muito bem nesta canção. A própria letra também transmite alguma dessa emoção, estando bem pensada e construída. Ainda assim, não denoto qual o fator diferencial que esta canção tem para ter conseguido os 12 pontos do televoto. Por trazer à memória várias sensações “fadistas”, quer pela sonoridade, quer pela interpretação, talvez o público se tenha deixado levar por esta proposta.

7 pontos

João Diogo - "Só Por Ela" não sobressaiu na semifinal, na minha opinião, daí não ter entendido a alta pontuação que o televoto lhe entregou. Num mar de tantas baladas é normal que isto aconteça pois chega-se a um ponto em que todas se confundem. Ouvindo a música isolada, no YouTube, percebe-se que é um tema com qualidade, uma balada com um toque de fado muito bem interpretada pelo Peu. Preferia que Portugal apostasse num fado à séria do que voltasse a enviar uma canção com inspirações de fado, mas por alguma razão isso nunca aconteceu.

7 pontos

João Duarte - Eis que chegamos àquele que foi o vencedor da noite. Diogo Clemente escreveu uma canção maravilhosa, que na voz incrivelmente bonita do Peu, proporcionou-nos a todos um momento único. Não tenho nada de mau a apontar em termos de performance vocal do Peu, no entanto, gostaria de o ver mais descontraído e a estar em palco de uma forma mais natural. Já agora, arranjar um casaquinho maior, que aquele parecia um pouco apertado. Com certeza que vai lutar pelo lugar na Eurovisão.

10 pontos

Nelson Costa - Quando soube que Diogo Clemente estava no Festival da Canção, fiquei como é óbvio bastante expectante, considerando que admiro há muito o seu trabalho. As expectativas não foram goradas; estamos perante um tema rico em termos narrativos, com uma musicalidade intensa e em crescendo que peca, contudo, por alguma simplicidade no arranjo. O intérprete Peu Madureira estava, talvez, nervoso e ansioso por esta sua primeira grande exposição pública, não se soltando o suficiente. Faço fisgas para que, na final de Guimarães, possa arriscar mais.

10 pontos

Nuno Carrilho - As expectativas estavam altíssimas para a candidatura de Diogo Clemente e "Só Por Ela" não as defraudou. A par da canção de José Cid, foi a canção mais portuguesa a concurso, tendo sido defendida, com "unhas e garras", por Peu Madureira. Uma letra bem conseguida e um instrumental que, apesar de parecer "demasiado baixo" em certos momentos, esteve perto do perfeito, aponto "Só Por Ela" como uma das potenciais representantes de Portugal em Lisboa. Juntamente com "Para Sorrir Eu Não Preciso de Nada", foi a minha grande favorita da semifinal.

12 pontos

Nuno Reis Conceição - Uma melodia bonita, com alma e poder, a servir de veículo a uma letra bem construída. O Peu oferece uma interpretação sóbria e segura. Trata-se de uma proposta com qualidade pese embora algo desajustada (confesso que não me “apaixonei” quando escutei o excerto pela 1ª vez). Atribuo-lhe 7 pontos e por pouco (muito pouco) não integrou o meu lote de 7 finalistas.

7 pontos

Patrícia Gargaté - O Peu canta com uma voz sofrida e é sem dúvida o destaque da sua interpretação. O poema ajuda, é belíssimo e de muito bom gosto. Só pedia para haver um pouco mais de interação com o público, que esse "sofrimento" fosse mostrado de forma mais intensa. Não é que o Peu Madureira não mostre sentimento, porque mostra bem, mas podia soltar-se um pouco mais (e abrir os olhos, por favor!).

7 pontos

Pedro Coelho - Peu tem uma voz linda, com agudos raros na maioria das vozes masculinas a 'operar em Portugal'. 'Só Por Ela' é a maior aproximação ao fado que temos neste Festival. Não é especialmente inovadora, e quando a partir do refrão tem a entrada de todos aqueles violinos, torna-se ainda mais convencional e festivaleira. Do fado para um piscar de olho à balada Disney. O intérprete, que pelos vistos é o favorito de Júlio Isidro e Tozé Brito, tem contudo uma apresentação em palco demasiado antiga, até a lembrar outros tempos, que são justamente o que o Festival não precisa hoje. 

4 pontos

Pedro Fernandes - Diogo Clemente fez um bom fado, o arranjo está bonito, mas partilho aqui a opinião de Tozé Brito em relação aos violinos, soam a too much… um quarteto de cordas, mais suave, ao estilo de 'Amar Pelos Dois', serviriam melhor a canção. O ponto negativo é mesmo a interpretação. Não que Peu Madureira cante mal, mas temos tantos e tão bons fadistas com uma projeção vocal superior que poderiam levar este tema para outro nível. Falo de uma Raquel Tavares, de uma Ana Moura, de uma Carminho, de uma Mariza, de um Marco Rodrigues, de uma Cuca Roseta… Enfim… Esperava que por esta altura, e sendo este o ano que é, que os nossos grandes intérpretes deixassem de olhar para o Festival da Canção como um evento menor…

10 pontos

Total: 119 pontos


Atenção: Os textos da Fabiana Silva encontram-se em português do Brasil dada a origem da comentadora.

1 comentário(s):

  1. 1) Voz e interpretação notáveis, num registo de fado de Coimbra, a precisar de se soltar (mas também entendo, era a 1ª exposição ao grande público);
    2) Composição perfeita;
    3) Linha melódica belíssima;
    4) Arranjo melhorável (por que não aplicar a tal ideia do Tozé Brito?), uma canção que resulta muito portuguesa, entre o travadoresco (aquela belíssima guitarra e o canto de amor), o fado (a voz do Peu Madureira) e a balada clássica.

    No seu conjunto, uma belíssima proposta com o nosso ADN para apresentar em Lisboa. Já vencemos com World Record em 2017... Muitos dos outros países estão a responder ao desafio do Salvador.
    Sejamos coerentes e aproveitemos para apresentar o nosso melhor cartão de visita na capital do fado.

    Uma nota final: o carisma de um Salvador ou de uma Catarina (Emmy Curl), ninguém mais tem nesta edição do Festival. Mas o Madureira pela sua postura absolutamente clássica, está totalmente fora do mainstream/expectável nos dias de hoje num ESC. Pode destacar-se por isso mesmo.

    10 Pontos (Não atribuo 12 pontos a nenhuma e neste caso porque a proposta não está acabada. Quem sabe, em Guimarães, termina por arrasar...)

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