Intérprete(s): Diogo Piçarra
Tema: Canção do Fim



Adão Nogueira - Ainda só estava no instrumental e já começavam os arrepios. Com um instrumental simples e magnífico apoiado pelo quarteto presente em palco e uma interpretação intimista, segura e confiante, conseguiu agarrar a atenção do primeiro ao último minuto. Foi sem dúvida um dos momentos altos da noite.

12 pontos

Cátia Azevedo - Plágios e seitas religiosas à parte, esta foi para mim uma das duas grandes surpresas da noite. Não sendo eu uma apreciadora do trabalho do Diogo, devo dizer que fiquei francamente impressionada com isto. Ainda assim peca por ser demasiado curtinha.

10 pontos

Fabiana Silva - Só um desastre gigantesco não colocaria Diogo Piçarra como representante português em maio - ainda que ele não tenha a melhor canção do Festival, ele deve vencer por causa de sua fama e de seu carisma. O que percebo aqui é que o cantor tentou se adaptar ao estilo de "Amar Pelos Dois" e essa não foi a melhor decisão que ele poderia ter tomado. Ele já lançou temas muito mais atuais e que poderiam funcionar muito melhor na Eurovisão (como é o caso de "Dialeto", que garantiria facilmente um lugar no top-10 da final). E, como a qualidade musical de 2018 está bem mais nivelada do que em 2017, não sei se Diogo conseguiria obter um resultado tão satisfatório.

6 pontos

Francisco Branco - O resultado final - júri e público atribuíram-lhe 12 pontos – confirmaram o favoritismo face à composição do Diogo Piçarra. Estava inicialmente à espera de outro estilo de melodia por parte deste jovem, que é já um dos mais conceituados da indústria musical portuguesa. É, sem dúvida, uma melodia belíssima, e cuja simplicidade consegue transmitir-me muitas emoções. Mas é precisamente esta simplicidade que está por detrás da “bomba” que todos nós ficámos a conhecer no dia seguinte à semifinal. A “Canção do Fim” está a ser acusada de plágio, e todos nós perguntamo-nos se terá ou não capacidade para ganhar o Festival e chegar à Eurovisão. Não vou fazer julgamentos. Ouvi, comparei e realmente as composições têm a mesma linha melódica. Pessoalmente acho que devemos nos afastar de polémicas, sobretudo num ano em que somos nós a receber a Eurovisão. Por essa razão, acho que o Diogo deveria afastar-se para não causar controvérsia. Ainda assim, adoro esta composição (e a minha pontuação reflete apenas conteúdo apresentado, independentemente de estarmos ou não perante um plágio).

12 pontos

Gonçalo Vieira - Segue-se a canção vitoriosa da noite! Aquele que é maior nome a concorrer em cunho próprio, Diogo Piçarra deixou-me completamente vidrado na sua canção. Numa composição composta por linhas simples, a interpretação fez valer e valorizar a prestação do cantor, que eu diria que foi a melhor que vi até agora neste certame. A letra é outro destaque. Ainda que a mensagem seja dedicada aos problemas humanitários vividos nos nossos dias, rapidamente outra interpretação fiz, bem mais pessoal, diga-se. Adorei e creio que não será um alegado plágio (que não existe), que irá prejudicar o cantor e esta "Canção do Fim", que de fim não terá nada.

12 pontos

Hugo Sepúlveda - Um dos grandes favoritos da noite e de quem muito se esperava. No geral, gostei muito da actuação em si e da voz de Diogo, que esteve muito bem. Posto isto, esperava que a música crescesse mais ou se desenvolvesse, mas não, manteve-se sempre na mesma linha. Penso que esse seja mesmo o ponto principal a apontar. Quanto ao conceito e letra, também gostei bastante, apesar de alguns versos serem algo “óbvios”. Enquanto performance, a ambiência intimista e os músicos vendados resultaram muito bem, indo de encontro ao conceito enquanto um todo. Talvez pelas expectativas, esperasse mais, talvez uma maior emoção pelo tipo de música que é ou aquele “clímax” que faltou. De resto, não há dúvidas que disputará o primeiro lugar.

10 pontos

João Diogo - É de louvar o facto de Diogo Piçarra ter aceite o desafio de assumir a interpretação da sua própria música, e é claro que a sua presença se destaca num mar de intérpretes desconhecidos ou pouco conhecidos do grande público. Estava à espera que Diogo nos apresentasse algo muito diferente de "Canção do Fim", mais na linha das baladas eletrónicas que costuma fazer. Esta canção não é má, muito longe disso, mas não é a melhor no Festival da Canção (apesar de não me importar nada que vença este Festival). E não nos esqueçamos que apesar do Salvador se ter destacado por causa de toda a simplicidade que envolveu a sua interpretação, "Amar Pelos Dois" não é uma música simples, muito pelo contrário. "Amar Pelos Dois" é uma música muito complexa e com uma estrutura pouco usual. Já a "Canção do Fim" é bastante mais básica.

10 pontos

João Duarte - Sou fã do Diogo e acompanho o seu trabalho desde o início, uma pessoa incrível de um talento como há pouco em Portugal. Confesso que estava a espera de algo diferente vindo dele. O que mais me entusiasma no Diogo é a voz e os seus instrumentais muito bem produzidos e contemporâneos, no entanto para o Festival foi escolhido algo diferente, uma linda balada com orquestra e uma letra maravilhosa onde são tocados temas fulcrais da humanidade. Um rompimento com as canções de amor, de saudade e mar que tanto nos enchem o Festival. Para mim é sem dúvida alguma o grande vencedor desta edição e quero muito vê-lo em maio no maior palco do mundo.

12 pontos

Nelson Costa - Escrevo este comentário já depois de Diogo Piçarra ter desistido da sua participação no Festival da Canção. Entendo a sua desistência. Mas com muita tristeza. O Diogo é um artista com uma carreira em ascensão. Trata-se de um cantor que em nada precisa do Festival da Canção, teve a coragem de dar a cara e assumir a sua composição ao contrário de muitos outros que têm medo da exposição pública e de um resultado menos bom. Que não restem dúvidas: a decisão de Diogo Piçarra foi a mais correta. E acredito piamente que seja um caso de "plágio inconsciente", como os "históricos" de "My Sweet Lord", por George Harrison, ou "Do Ya Think I'm Sexy", por Rod Stewart. Sobre “A canção do fim”, não me vou alongar: Piçarra é artista! E isso ficou demonstrado numa letra com uma mensagem fantástica e sobretudo oportuna, em arranjos modernos e astutos, numa encenação em palco como só os grandes artistas fazem. Eu aproveitaria os 50 segundos que faltam para os 3 minutos para por a canção a explodir no final. A RTP soube acompanhar, “oferecendo” a Piçarra a melhor realização e cenografia da noite.

10 pontos

Nuno Carrilho - Era o grande favorito e não defraudou... "Canção do Fim" não é do mesmo registo do que o Diogo Piçarra nos habituou nos últimos anos, mas tem qualidade. Muita qualidade. O instrumental respira, a letra é fortíssima e tudo resulta na atuação: a voz, o cenário, a presença... tudo. Por mim será o representante de Portugal no Festival Eurovisão 2018!

12 pontos

Nuno Reis Conceição - Uma belíssima melodia que recorre com maestria aos instrumentos de cordas, que rapidamente conquista o ouvido mais atento. A letra é profunda, com significado. A interpretação, bastante sóbria, é segura, sentida, muito competente. Temos uma das grandes favoritas da noite (pelo menos para mim) e uns merecidíssimos 12 pontos. O apuramento para a final foi uma justa recompensa. [Lamentável que esteja a ser alvo de acusações de plágio, aquela que é, na minha óptica, uma das maiores e mais merecidas candidatas à vitória].

12 pontos

Patrícia Gargaté - O Diogo Piçarra apresentou uma das melhores propostas da noite com uma apresentação em palco bastante eficaz, apesar de simples. É uma pena não o poder ver na final e na Eurovisão pois acredito que nos podia representar de forma muito digna. Uma letra bonita e melodia a combinar. Só desejava que ele e outros artistas reconhecidos a nível nacional não desistam do Festival da Canção. 

12 pontos

Pedro Coelho - Diogo Piçarra apresenta-se em palco da forma mais competente e profissional que pudemos ver até agora neste Festival da Canção, apesar de não ter uma música que seja genial ou, até, que faça jus ao seu repertório. A abordagem séria com que está no certame faz falta ao evento, que mesmo depois da renovação de 2017 continua a parecer um local onde a maioria dos compositores vai despejar canções que não quis usar em mais lado nenhum. Não faço comentários sobre plágio, até porque não tenho competência técnica para analisar uma situação dessas. Se o Maestro António Vitorino d'Almeida não é peremptório sobre o assunto, não serei eu a sê-lo.

8 pontos

Pedro Fernandes - Aguardei sempre com muita expectativa a presença deste artista no palco do Festival da Canção e grandes foram também as expectativas em torno da canção. O tema fugiu completamente àquilo de que estava à espera, para um cantor, compositor e produtor que tem habituado o público a um registo Pop mais moderno e arrojado, com produções e sonoridades modernas. É impossível para mim não sentir alguma “desilusão” por não ver esse lado tão bom do Diogo Piçarra no Festival da Canção. Não obstante, é inegável a qualidade do tema que trouxe, uma balada com a capacidade de tocar e prender as pessoas. Nota positiva para o arranjo com os violinos. Nota negativa por ficar com a sensação de que a canção morre antes de atingir o seu clímax. Como sugestão aconselharia a fazer uso dos restantes cerca de 30s (a canção tem cerca de 2’30’’) para fazer “explodir” o tema. É uma das minhas favoritas à vitória em Guimarães.

12 pontos

Total: 150 pontos


Atenção: Os textos da Fabiana Silva encontram-se em português do Brasil dada a origem da comentadora.

1 comentário(s):

  1. Até que depois descobriram que estavam a avaliar uma melodia tão simples que podia ser qualquer coisa, até um cântico religioso ao qual o Piçarra deu uma roupagem à Salvador. A única acertada: Fabiana Silva. Riqueza harmónica baixíssima. O que faz um nome conhecido para iludir o pessoal.

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