Intérprete(s): JP Simões
Tema: Alvoroço



Adão Nogueira - Com uns primeiros 15 segundos interessantes logo começa a desilusão mal o JP começa a cantar. Com uma letra muito banal e um instrumental totalmente psicadélico no refrão,  que tornou toda esta atuação num desassossego.

4 pontos

Cátia Azevedo - A proposta mais interessante e fora da caixa das 13. Uma mescla muito bem conseguida de diferentes áreas musicais. Infelizmente e, previsivelmente, seria mal compreendida pelo grande público. É pena porque a final do Festival da Canção ganharia imensos pontos com a sua presença no lote dos finalistas.

10 pontos

Fabiana Silva - Novamente, está aqui a Fabiana a tentar entender a cabeça dos jurados. "Alvoroço" ganhou seis pontos, enquanto "Para Te Dar Abrigo" ficou com apenas três e "Com Gosto Amigo" não ficou com nada. Como o próprio nome já diz, a proposta de JP Simões é um alvoroço, um caos de sons no qual a voz do intérprete se perde. Claro que ela tem seu público e, dentro daquilo que o autor se propôs a fazer, há uma qualidade de produção e uma criatividade exacerbada. JP não tem medo de inovar e de experimentar e acredito que essas são características importantíssimas para um compositor/músico. Resumindo, alternativo demais para a Eurovisão (mas se fosse a Suécia, classificava-se para a final).

1 ponto

Francisco Branco - Há quem considere esta composição “brilhante” e a melhor desta semi-final. Na realidade, é completamente “Out of the box” e penso que seja uma daquelas canções que se ama ou se odeia. No meu caso, confesso que não me cativou logo no excerto inicial, e a opinião não mudou depois da atuação ao vivo do JP Simões. Por isso, não me surpreende o facto de não ter recebido qualquer ponto do público. Ainda assim, elogio esforço e a capacidade de fazer “diferente” num festival caracterizado por canções com linhas melódicas semelhantes.

4 pontos

Gonçalo Vieira - A canção com o tom mais electrónico lá apareceu no alinhamento da primeira semifinal. Interpretada pelo próprio compositor, "Alvoroço" parecia uma carta fora do baralho deste lote de primeiras canções. Ainda que seja uma canção muito completa, destaco claramente a letra. Diferente, muito actual e fora dos habituais clichés. Tenho pena que não tenha sido finalista! O JP Simões merecia! Nem que fosse pela ousadia.

10 pontos

Hugo Sepúlveda - Pena esta não ser finalista, se bem que já imaginava. O que talvez ninguém esperasse é o tipo de música que é Alvoroço. Começando logo com um impacto, JP Simões chama logo à atenção, no entanto, vai mantendo uma postura, atitude mais calma e suave, como a própria sonoridade até que chega aquele momento de causar problemas a quem tiver epilepsia, ou for mais sensível. Era uma aposta diferente, alternativa (e uma letra com alguns versos caricatos) que muitos dizem fazer falta ao festival… No entanto, não obteve o mérito merecido.

5 pontos

João Diogo - "Alvoroço" tem um início muito prometedor, que nos prende ao ecrã, mas perde a sua magia assim que JP Simões começa a cantar (pois é totalmente inesperado). Recebe pontos extra por se destacar de todas as baladas nesta semifinal e pelo momento psicadélico que o jogo de luzes proporciona (e que certamente acordou muita gente lá em casa).

3 pontos

João Duarte - A proposta do JP Simões é sem dúvida aquela que se diferencia mais nesta semifinal, um estilo alternativo e uma letra um pouco caricata em alguns versos e uma voz forte e interessante mas que poderia ter estado melhor. No entanto, a grande marca desta canção foi sem dúvida aquele momento em que tudo “rebenta” e parece que mudou a música ou que simplesmente o sistema de som e de luzes enlouqueceu. Apesar da diferença e da originalidade acho que não foi o suficiente e concordo com a sua não passagem à final.

4 pontos

Nelson Costa - Instrumental fantástico, sons diversos e bem diferentes das propostas que nos habituámos a ver no Festival da Canção. Gostei particularmente da intro e a partir do minuto 2. Estou na dúvida, contudo, se outro intérprete não daria mais força e impacto ao tema.

6 pontos

Nuno Carrilho - E que grande Alvoroço que foi! JP Simões foi o responsável pela candidatura mais "pessoana" da edição: primeiro estranhou-se, mas depois entranhou-se! É uma obra de arte, que infelizmente foi incompreendida. Bem escrita, bem interpretada, com uma voz bem peculiar... A menos festivaleira da noite (e provavelmente dos próximos anos). 

10 pontos

Nuno Reis Conceição - Uma melodia “confusa” pese embora apelativa e com força. A letra revela inteligência, sarcasmo e ironia. Contudo a interpretação não me convenceu particularmente. Apesar de ser bastante distinta das demais propostas, apenas consegue “arrancar-me” 5 pontos.

5 pontos

Patrícia Gargaté - O próprio JP Simões disse que estava nervoso e não sei se isso o condicionou, o problema é que pareceu tudo um pouco vago e sem sentido. Não tem a voz que precisamos, não tem a melodia nem a presença que é exigida (pelo menos por mim). O final destacou-se e gostei de ouvir, mas só isso. 

4 pontos

Pedro Coelho - As habituais influências da bossa na música de JP Simões misturadas com sons que nos lembram a própria estética de muitos festivais. Aos primeiros segundos podemos sentir-nos à beira de um nó a desenlaçar-se numa trama de suspense. A letra é quotidiana, e a calma na voz do cantor e compositor mistura-se na inquietação do instrumental maravilhoso que tem sopro, cordas e teclas a dançarem juntos numa sincronia fascinante. Aos 2 minutos, avançamos para um desfiladeiro mais agitado e psicadélico. O lado mais experimental de Simões manifesta-se aqui. E custa-lhe a passagem à final.

5 pontos

Pedro Fernandes -  Instrumentação forte e fora da caixa. JP Simões arriscou e eu gosto de pessoas que arriscam. O resultado final, contudo, ficou um pouco estranho porque não conseguiu captar o refrão da canção, mas talvez fosse mesmo essa a ideia. A letra é uma inteligente sátira à vida, mas, com tanto Alvoroço, perdeu-se. Ainda assim, gostaria de o ter visto qualificar, apesar de achar que na Final, provavelmente, não chegaria longe.


7 pontos

Total: 78 pontos


Atenção: Os textos da Fabiana Silva encontram-se em português do Brasil dada a origem da comentadora.

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